Lemos, algures, num jornal, que o aparecimento dos chips de silício, na Sociedade Industrial deu lugar à Sociedade da Informação e do Conhecimento. Nesta a mudança impõe-se num estilo confuso e complexo. Ocorre a um ritmo vertiginoso, atravessando a sociedade, a indústria, a forma de trabalhar, o ambiente, o estilo de vida, a interacção pessoal e a educação.
Toda a informação pode agora ser convertida em linguagem digital, armazenada e processada nos computadores e transmitida através das redes de comunicação. Neste contexto, passaram a ser exigidas novas competências aos profissionais e uma actualização permanente dos conhecimentos.
Ao falarmos das TIC, no âmbito do Ensino Especial, parece-nos fazer todo o sentido concentrar estas palavras no factor humano, ou seja, naqueles a quem as tecnologias devem servir e neste caso específico as pessoas com NEE de carácter prolongado.
Neste encadeamento as TIC não podem ser consideradas isoladamente, como um tipo de tecnologia específico, mas sim como a implementação de uma particular tecnologia aplicada ao serviço da pessoa com necessidades especiais. De facto o objectivo final é contribuírem para o aumento da qualidade de vida dos utilizadores, ajudando a ultrapassar e a determinar os seus problemas funcionais de forma a reduzir a dependência e contribuir para a sua inclusão em diversos contextos.
É inegável que actualmente uma maior heterogeneidade de alunos frequenta os nossos Estabelecimentos de Ensino.
Na Escola Inclusiva de Portugal e da Europa a dicotomia entre alunos ditos «normais» e alunos especiais tem cada vez menos razão de existir. A palavra diferença, assim como as práticas de exclusão são produto de construtos sociais e culturais que condicionam as atitudes, os valores, as crenças e mesmo a legislação.
A utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) está na ordem do dia nas agendas políticas de quase todos os países Europeus e da própria União Europeia.
Dando respostas iguais a pessoas diferentes é negarmos o nosso próprio processo de evolução humana.